
E depois me diga pra que merda isso serve.
Aproveitando o clima de Ano Novo que já se instaura pelo mundo a essa altura do campeonato, resolvi fazer algumas previsões para o ano que se inicia. Nada muito incomum, só alguns fatos que eu penso que realmente podem acontecer.
Se clicar cresce.
Sim, não sou eu quem desenha. Os traços são do Stripgenerator, que leva os créditos na tirinha, ao lado do nome do blog. Quem gostou bate palma. Quem não gostou, mete bronca aí nos comentários.
Aprender a falar japonês não é, para nós ocidentais, uma tarefa muito fácil. Mas esse pequeno guia vai fazer de você um cidadão do olho puxado muito melhor do que qualquer robozinho feito por eles. Ou talvez não.
Preste bastante atenção:
Viu como é fácil?
E você, enviou sua cartinha pro Papai Noel? Ele te atendeu? Não? Talvez eu saiba porquê.
Sua dedicação virou papel de bunda.
Sim, eu fico feliz nesse dia. Gosto muito. Acho essa coisa de espírito de Natal um tanto quanto contagiante. Enfeito a casa, junto os presentes, uns dois ou três em época de vacas gordas, enfeito o pinheirinho de prástico que eu compro na casa de produtos refugados com as fitinhas de seda que eu junto dos presentes que eu ganho durante o ano, uma ao todo, e encho a casa daquelas lampadinhas que piscam, piscam e queimam (quase sempre na ordem inversa).
Faço a mesa com as sobras de madeira que jogam no terreno baldio da esquina, pego os melhores pratos da casa e lavo com palha de aço pra tirar a crosta de gordura, mando a patroa fazer um panelão de arroz parboilizado, mato um gato gordo da vizinha e mando chamar a família: consigo uma Kombi e recolho a maioria deles de um viaduto aqui pertinho. Como eu sou o mais abonado da família e vivo com a patroa e os oito filhos em uma caixa de papelão na rodoviária, os dois reais da gasolina sou eu que pago.
Quando chega a grande hora, a de atacar a única panela de farofa com linguiça na mesa, eu faço todos se abraçarem e desejarem feliz Natal uns aos outros, numa demonstração coletiva de falsidade que daria inveja a qualquer comício político. Depois vamos aos presentes: todos bêbados de cerveja barata começamos a trocar todas as farpas acumuladas durante o ano. As mulheres falam dos sapatos e dos vestidos umas das outras. Os homens falam das próprias mulheres, depois das sogras e depois daqueles filhos das putas dos nossos filhos que tão destruindo a casa inteira, tira a mão daí, moleque! Na hora de ir embora, alguns vomitando pelo excesso de bebida e outros por excesso de verdade, a gente se abraça de novo, dá dois tapinhas nas costas e faz a piadinha tão esperada do “até ano que vem, hein!”.
O Natal é mesmo uma data pra não se esquecer.
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