A moda dos tempos de hoje é o remake de piadas batidas com cenas atuais. Lá vai.
* * *
Diz que o cara tava dando um rolé de pedalinho na Avenida Paulista quando se deparou com uma peça brilhando no meio da água. Mais que rapidamente colocou o braço pra fora, agarrou o artefato e viu que era uma garrafa. Dentro dela uma fumaça estranha parecia ter a cara de um humano. Sem acreditar no que via, abriu a garrafa e um gênio saiu de dentro dela.
– Tu tem um desejo, malandro.
– Só um?
– E rápido, que eu tenho mais o que fazer.
– Tá… Beleza… É… — tirou um mapa do bolso e apontou — Eu quero a paz no Oriente Médio. Aqui, ó. Sabe, seu gênio, é que os mano lá tão se matando por causa de besteira, se explodindo, se destruindo… Se aquela guerra de lá acabasse a gente ia ter mais paz no mundo, tá ligado? É isso aí que eu quero.
– Rapaz, tu tá maluco? Esses países aí tão se engalfinhando há mais de cinco mil anos! Tu acha que eu vou botar paz naquela zona como? Pede outra coisa, vai.
– Outra coisa? Tá, calmaí… É… Já sei, eu quero que São Paulo nunca mais tenha enchente. Isso aí.
– São Paulo? Sem enchente?
– Nunca mais.
– Nunquinha?
– Nunca.
– Me dá essa porra desse mapa aí, vai.
Últimos Couverts