
E os loops infinitos.




O texto a seguir contém, como vocês vão perceber, links para outros blogs. Leiam e apreciem com moderação.
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Certo dia, num sábado qualquer, um jovem nerd corria para chegar a tempo na sua consulta psiquiátrica. Seus dias se entretendo na frente do computador passavam muito rápido e acabavam fazendo ele ficar com ideias malvadas na cabeça. Ele nunca gostou muito dessa coisa de se tratar com médico de maluco, mas o Dr. Pepper lhe garantiu que isso não tinha nada a ver. E, além disso, desde que começou a se consultar ele já não se sentia mais tão desmotivado para a vida.
— Oi, doutor, tudo bem?
— Sim, filho, como você tem passado?
— Ótimo. Eu já não estou mais tão sedentário.
— Nem hiperativo, pelo que eu vejo.
— Realmente. Mas continuo sonhando com aquele jacaré banguela que vem me comer.
— Certo… E esse “comer” não teria um duplo ou um triplo sentido, né?
— Não, doutor, não.
— Bom, pelo menos ele não tem dentes. E sua cybervida? Tem se controlado?
— Não, dessa treta eu ainda não consegui me livrar, mas pelo menos eu não tenho mais visitado aquele tipo de site do mau.
— Mal.
— Hein?
— Com “L”.
— Hã?
— Esquece.
A consulta terminou e o jovem correu para pegar o ônibus para a faculdade. Pensava no quanto achava aquelas aulas insuportáveis enquanto ouvia um trance no mp3 e dançava como se tivesse consumido um cogumelo louco. Deus já calculava as chances daquele pobre ir ao céu dançando em público daquela maneira e anotava em um caderninho o nome do rapaz pensando “esse eu não salvo”. Foi quando o rapaz pressentiu que algo estava para acontecer. O ônibus parado no ponto, ele olhando atentamente os passageiros, contando seus conhecidos da faculdade subirem: “um, dois, três” e depois do quarto universitário, lá vinha ela: sua namorada, tão linda quanto nunca, que sentou do seu lado mas, a despeito da sua beleza naquele dia, o encheu de perguntas cretinas.
— Onde você se enfiou, seu gordo nerd? Tava pegando qual vadia dessa vez?
— Oi, né?
— Oi uma ova! Onde você se enfiou? Te liguei a manhã inteira e você não me atendeu! Tomou o seu tarja preta não, tá perdendo a noção?
— “Caceta, semana que vem ela tá de xico, só pode. Isso é TPM.” Hein, meu amor, que caixa preta?
— AAAaarrrgghh, você nem me ouve! Não me liga! Só quer saber de computador! Definitivamente você não sabe do que as mulheres gostam. E nem se interessa em saber!
— Nadaver isso que você tá dizendo…
— Minha vida é muito ordinária do seu lado, viu?
E desistiu da conversa.
Chegando na faculdade, a brincadeira da vez era voltar a ser criança e pegar os mais trouxas com aquela do “bobolhando, bobolhando…”. Nosso herói até tentou fugir e se lembrar como era mesmo aquela, mas falhou miseravelmente e virou a chacota do dia.
— “Como eu queria ser aquele padre voador agora.” — mas já era tarde, ele já tinha caído na piada mais velha do mundo.
Ainda naquela tarde, depois da aula, o jovem nerd e uns amigos foram para um bar para desentoxicar de computadores e namoradas alopradas. Lá encontraram um velho bêbado e sem rumo.
— Euu podiaa táá mataaanndo, masss eu sssó querrro crriarr umm brrooogui.
E arrancou risadas dos rapazes.
— Tu quer criar um blog? Mas pra quê?
— Praa ssaberr quemm matouu a tangerinnaaa… Eu tenhoo muttcha testosteroooona!! Vô falá do Barata Obama… Vô sê famoooso, uhull!
O dia estava ganho. Nada melhor que um bêbado pra fazer a alegria dos biriteiros nerds e ainda mais quando o cara entrou no banheiro feminino de pistola em punho, de onde uma mulher saiu gritando: “O VÉIO É TARADO!!” e o velho atrás “ARREGANHO!!”. Depois dessa todos concordaram de que era melhor ir pra casa.
— Vamos capinar?
— Capinaremos.
E cada um tomou seu rumo.
A mãe do nosso pequeno aventureiro já esperava de jantar pronto e ficou feliz em ver o filhinho tchuqui tchuqui devorar o prato.
— Comeu tudinho, filho?
— Mãe, que jantar gostoso! Como eu aprendo a fazer isso?
— Pega o meu livro de receitas e copia, meu filho.
E daquele dia ele não tinha o que reclamar: não tinha ficado tanto tempo no twitter, no facebook e no Google Reader. E mesmo tendo brigado com a namorada e apesar da insônia, dormiu satisfeito.
* * *
Apesar de meio desconexo, o texto chega onde eu quero: mostrar os blogs que aprecio e que tem bom conteúdo. Infelizmente muitos ficaram de fora, senão o texto não faria sentido algum OU eu demoraria mais 3 dias para fazer um post que eu gostaria muito de terminar e compartilhar com os meus leitores o quanto antes.





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